O encontro com o destino.

Contra tudo e contra todos, a equipa improvável, o outsider, o intruso no meio dos gigantes.
Portugal partilhou o carrasco com o Brasil. E a imprensa por fim fechou o cerco, e tentou degolar o génio de Ronaldo, mas em vão, pois a equipa caiu de pé, debaixo de palmas. Ele que deverá ficar surdo aos apupos e aos assobios (dos mesmos), pois essa é no fundo a prova do seu valor, e do quanto desequilibra as mentes adversárias.
Esta inveja mesquinha mal disfarçada perante o génio demasiado jovem, demasiado forte, e com demasiada força para vencer, é afinal o carimbo no BI deste grande jogador, que já não é uma promessa, nem confirmação, mas sim uma certeza sólida e impossível de esconder.
Quanto a Portugal: a casa já tem os alicerces, o cimento e as paredes. Duras e impenetráveis. Indestrutíveis.
Pois que invencível é a força do espírito, da ambição e do sonho.
Chegará a nossa vez, não tenham duvidas.
E alcançaremos o sonho que começamos a sonhar à muitos anos atrás.
O nosso encontro com o destino.
albatroz, 2006
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