Tuesday, August 22, 2006

Espelho, espelho meu...


Perceber, é fodido.

Porque a no momento em que percebes, assassinas as ilusões, destróis a duvida, o que poderia ser, visto que não é, como é entendido.

Podes viver uma vida toda a pensar que és atraente, bonito ou simpático.

Até ao dia em que percebas que não és.

Depois de perceberes, acabou, finito. Já não há nada a dizer: Conformas-te com o mundo.

Pronto é assim, acabou.

Em certa medida, é como te matassem, a diferença é que continuas vivo.

Mas não há dúvida que algo morre, e morre cá dentro, numa sombra algures na tua alma, numa dispensa poeirenta onde poucos chegam. Percebes? Não?

Eu explico.

É que nesta vida as pessoas preferem não saber e não perceber. Preferem acreditar no que não é verdade, porque a verdade muitas vezes também é cruel e circunscrita, insofismável. A verdade é sempre indesmentível.

Por isso, cuidado com os espelhos.

Cuidado com aquelas perguntas…

“Espelho, espelho meu…”...

Será que és bonita? Ou bonito? E quanto é que isso importa?

E o amor ?....È assim tão importante neste mundo? Já percebeste que nem sempre.

Já agora: O tamanho importa? Claro que sim.

E o dinheiro? È o mais importante? É obvio.

As mulheres traem menos que os homens? Ora pensa...

As pessoas são em geral falsas e hipócritas?

Paras para pensar… Sentes um estranho calafrio percorrer-te a espinha, como se tivesses com medo da resposta. E estás.

Olhas à tua volta....




E percebes que sim.


Albatroz, 2006

0 Comments:

Post a Comment

<< Home