Thursday, December 29, 2005

Mais do nada, depois do mesmo


“Podia existir um responsável do Governo que fizesse a lista de todas as empresas estrangeiras em Portugal e, de vez em quando, fosse falar com cada uma delas para tentar indagar sobre problemas com que se deparam e para antecipar algum desejo dessas empresas se irem embora”

(ler entrevista toda)

No seu delírio niilista de frases circulares, argumentos ocos e postura esfíngica tipo estátua da liberdade, Cavaco avança para a estratosfera, numa frase que revela o lírico.

O remédio para as empresas não irem embora é uma conversa, um chat com um “responsável”, um “por favor fique, que nós somos demais” ou algo como isso, que ele também não explica, mas também não interessa, pois já estamos habituados ao código-cavaco.

“De vez em quando” a gente fala com cada uma delas, e pronto: Talvez fique, talvez não, depois vê-se. O Argumento é que os outros países também têm, sendo então a proposta, para além de risível, uma cópia do que já existe. Gostávamos era de saber que países são esses, e se eles têm empresários como os nossos, o nosso sistema fiscal ou o nosso desemprego. O país dado como exemplo? Áustria (nem mais nem menos)... Mas não façamos perguntas complicadas senão somos demagogos.

Feitas as contas, é como sempre: Noves fora...

Nada.


(© albatroz, 2005)

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